Como misturar loiça para uma mesa moderna e natural
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As mesas mais bonitas raramente nascem de um conjunto perfeitamente a condizer.
Na maioria das vezes, vão-se compondo quase por acaso — uma caneca trazida de uma viagem, um prato escolhido pelo esmalte, uma tigela que chegou mais tarde mas que, de alguma forma, parece que sempre fez parte do conjunto.
É exatamente assim que funciona o mix & match da loiça. Quando as cores partilham o mesmo subtom e as texturas se encontram de forma natural, até peças diferentes começam a parecer intencionais em vez de aleatórias.
A mesa parece mais composta. Levemente sobreposta. Um pouco imperfeita — no melhor sentido.
Aqui ficam algumas formas simples de combinar cerâmica artesanal sem perder a calma e o equilíbrio à mesa.
Começa com uma peça de que gostas mesmo
Quase todas as mesas começam com uma peça que, discretamente, define o tom.
Pode ser um prato raso escultórico como o prato Marelle — com o seu esmalte creme suave e os detalhes inspirados em conchas, que fazem até um almoço simples parecer um pouco mais pensado.

Ou pode ser uma peça de servir como o prato de servir Sirene, algo com presença e forma. Daquelas peças que dão estrutura à mesa de forma natural, sem parecerem forçadas.

Ou até um cálice como o cálice Ophelia — ligeiramente dramático, mas na medida certa. Uma peça que transforma um simples copo de água ou de vinho num pequeno momento.

Quando tens uma peça que define a atmosfera, tudo o resto se torna muito mais fácil de construir à volta dela.
Esse costuma ser o segredo de misturar loiça: começar por uma peça de que gostas mesmo e deixar que o resto acompanhe essa sensação.
Mantém-te na mesma família de cor
Nem tudo precisa de combinar na perfeição. Basta que pareça pertencer ao mesmo conjunto.
Por exemplo, uma tigela ligeiramente salpicada como a tigela Naro fica naturalmente bem com os tons quentes da caneca Belly Summertime e com o esmalte solar do prato Belly Sunset. As cores não são idênticas, mas partilham a mesma paleta quente e leve — e isso costuma bastar para que a mesa pareça pensada em camadas, e não improvisada.

Também podes ficar por tons neutros e suaves. Algo como o conjunto de pequeno-almoço A Golden Morning — com o seu prato Serra em tom creme e a chávena Hazel com pires — cria precisamente essa sensação calma e luminosa de manhã lenta, em que tudo parece assentar naturalmente na mesma luz quente.

Se preferires algo mais leve e descontraído, o Breakfast Club Set leva a mesma ideia para um lado mais claro, com a caneca de vidro Rosé Glow e o prato Butter Cloud. Os tons continuam suaves, mas a mistura de vidro e pastel mantém a mesa leve e descontraída.

Os tons mais frios também funcionam lindamente. Um verde mais profundo como o do prato Milo combina de forma natural com os tons mais suaves de céu do prato Ciel. Juntos criam uma mesa fresca e ligeiramente costeira, sem parecer demasiado coordenada.

Quando os subtons se respondem — quente com quente, frio com frio — até uma mesa com peças diferentes começa a parecer intencional.
Pensa em neutros quentes. Azuis costeiros suaves. Tons terrosos. Brancos escandinavos delicados.
Quando as cores se acompanham em silêncio, a mesa fica naturalmente mais calma.
Deixa que a textura faça o trabalho
A textura dá profundidade à mesa, mesmo quando a paleta se mantém discreta.
Uma caneca suavemente vidrada como a caneca Aurora Sunrise sobre um prato liso como o prato Lumi cria contraste sem precisar de padrões fortes. O esmalte capta a luz, enquanto o prato mantém tudo limpo e sereno.

Por vezes, resulta ainda melhor o oposto — algo simples ao lado de algo mais decorativo. Uma chávena tranquila como a chávena Isla com pires ao lado dos detalhes em relevo do prato Roselle faz com que a mesa pareça imediatamente mais rica e mais composta.

Misturar materiais também traz um contraste discreto. Uma peça metálica polida como a chávena Aero em aço inoxidável ao lado de cerâmica mais quente introduz outro tipo de textura — refletora, ligeiramente industrial, mas inesperadamente elegante.

Até combinações mais simples do dia a dia criam esse contraste. Uma caneca esmaltada leve como a caneca esmaltada Sol sobre um prato cerâmico clássico como o prato Nori junta duas superfícies completamente diferentes — esmalte liso e cerâmica mate — e, ainda assim, parece totalmente natural.

A loiça artesanal traz sempre pequenas variações no esmalte, na superfície e no peso. São precisamente essas diferenças subtis que fazem com que misturar texturas pareça orgânico e não demasiado pensado.
Mistura formas — mas deixa uma peça destacar-se
Podes combinar sem problema formas suaves e mais escultóricas com linhas mais clássicas — e é muitas vezes aí que a mesa começa a parecer realmente bem pensada.
Pensa, por exemplo, na tigela Camille com o prato Camille a condizer. Quando a forma se repete, cria-se um ritmo silencioso à mesa — suave, arredondado, quase floral.

Depois, coloca isso em contraste com algo mais estruturado. Um prato limpo e ligeiramente angular como o prato Clara — com a sua subtil borda geométrica — traz ordem e calma à mesa. Ao lado, a tigela Nami introduz uma forma mais orgânica e fluida, enquanto as suas margens onduladas acrescentam um pouco de movimento. Se juntares ainda a chávena Rue com pires, toda a composição passa a parecer mais rica e mais equilibrada.

Ou então vai totalmente para a suavidade. Uma mesa construída a partir de formas arredondadas e onduladas — como o prato Eira ou o prato Dahlia — cria uma sensação coesa, quase leve como uma nuvem. As margens arredondadas que se repetem suavizam toda a mesa e fazem com que tudo pareça mais leve, mais relaxado e ligeiramente nostálgico.

E depois há o contraste: algo mais sereno, algo mais expressivo. Um prato oval minimalista como o prato Sana mantém tudo assente, enquanto uma peça como o prato Ava acrescenta exatamente a dose certa de personalidade.

Se queres que uma peça se destaque, deixa que seja essa. E mantém o resto mais calmo à volta.
Coordenado — mas não igual
Uma mesa não precisa de ser toda igual para parecer harmoniosa. Na verdade, muitas vezes torna-se mais interessante quando não é.
Tenta apenas manter-te dentro da mesma família de cor e deixar que as superfícies e as texturas mudem um pouco.
Por exemplo, uma combinação quente como o prato Ocre, a tigela Roca e a caneca Belly Sunset funciona precisamente porque tudo partilha a mesma luz quente, mesmo com superfícies diferentes.

Ou algo mais gráfico como a caneca Romi com o prato Mossel.

Ou uma combinação mais suave com a chávena Sorelle com pires e o prato Marelle.

E para algo mais inesperado, o prato Pom ao lado do prato Pond cria uma sensação de camadas, como se a mesa tivesse sido construída ao longo do tempo.

A regra é simples:
mantém um fio condutor — cor, material ou ambiente — e deixa o resto variar um pouco.
É isso que faz uma mesa parecer pessoal, e não excessivamente montada.
A beleza do mix & match está precisamente no facto de não existir uma regra rígida.
Podes começar de forma simples — com uma caneca de cerâmica, que muda discretamente o ritmo da tua manhã, ou com um pequeno detalhe como uma taça que acaba por se tornar parte do dia a dia.
Ou ir construindo devagar — um prato raso, um prato de sobremesa, tigelas, e peças para servir que unem tudo.
Ou explorar tudo dentro de louça, ou começar pelos conjuntos selecionados e ver quais as peças que realmente te fazem sentido.
As mesas mais bonitas não são perfeitamente coordenadas — são pessoais.